terça-feira, novembro 21, 2006
O Bêbado e a platéia
terça-feira, novembro 07, 2006
Mumúrios
quinta-feira, setembro 21, 2006
Do lado de cá
quinta-feira, agosto 24, 2006
O reflexo das flores
Acordei e senti que nada havia mudado; tudo se repetia. Todos pareciam ser os mesmos, de horas e milênios atrás.
Eu queria gritar. Minhas mãos tremiam, meu corpo estava cansado — talvez não apenas ele.
Vi-me caminhando em um imenso jardim, repleto de flores, todas elas cheias de vida e, por sua vez, de alma. A imagem foi se dissipando; as cores misturavam-se, e eu já não conseguia distinguir uma da outra.
As flores se uniram, gerando uma só flor, que continha todas as outras em seu ser. Ela brilhava como o sol no zênite. Então percebi que possuía milhares de pétalas e que, em cada pétala, havia um espelho refletindo centenas de imagens iguais à sua. A unidade continha em si a multiplicidade.
Pareciam idênticas, mas, se me aproximasse um pouco mais, veria que eram únicas.
Arranquei-a da terra e contemplei sua beleza. Pude senti-la. Acreditei poder tê-la comigo para sempre, mas logo percebi que algo nela escapava ao meu controle. Seu bem mais precioso era sua vida, que se esvaía em minhas mãos.
Isso, eu não poderia deter. Ela estava partindo para além do meu ser.
És minha, pois, do contrário, não desabrocharia.
És minha, mas foge ao meu entendimento.
És minha, mas não me pertence.
És minha, mas ultrapassa meus limites.
És minha, mas ascende a um posto que não poderei tomar.
És minha, mas caminha onde meus pés jamais poderão tocar.
Afirmo-te seres minha, mas não o és.
És alma, e a ninguém pertencerás.
terça-feira, junho 06, 2006
Penso, mas nem sei...
terça-feira, maio 30, 2006
Não sou eu quem esta aqui
sexta-feira, maio 19, 2006
Mandruvás e Taturanas!
Minha observação parte do
pressuposto de que lagartas, por terem naturezas diferentes, recebem nomes
distintos e, por isso, merecem ao menos um mínimo de consideração.
A maioria das pessoas do ambiente
em que convivo, INFELIZMENTE, não sabe diferenciar um mandruvá de uma taturana!
E digo mais: nem sequer sabem o que esses nomes significam! Talvez eu esteja
sendo muito chata ao chamar atenção para um detalhe aparentemente pequeno (que,
na verdade, não considero tão pequeno assim), mas esses pequenos seres, muitas
vezes desprezados, que habitam diversas árvores, possuem um papel totalmente
relevante! Afinal, todos adoram e admiram profundamente a beleza das
borboletas, que antes de se tornarem esse ser tão apreciado foram lagartas.
As lagartas, com sua DEVIDA
importância no meio ambiente, distinguem-se umas das outras, separando-se
basicamente em dois grupos classificatórios:
Grupo nº1: Os MANDRUVÁS –
lagartas desprovidas de pelos e que, por isso, não possuem veneno; portanto,
são inofensivas.
Grupo nº2: As TATURANAS –
lagartas que possuem pelos e que, por meio deles, expelem veneno. A potência do
veneno varia de taturana para taturana, mas, em geral, causa queimaduras.
Espero ter contribuído para a
conscientização das pessoas sobre a situação de desprezo em que vivem as
taturanas e os mandruvás. Pela atenção, obrigada.