segunda-feira, junho 30, 2025
Juízes do Apocalipse: o tribunal invisível do cotidiano
domingo, junho 29, 2025
Arquitetura da ilusão
sexta-feira, junho 27, 2025
Vestidos de amor
quarta-feira, junho 25, 2025
O artifício que nos revela: A inteligência artificial como espelho da condição humana
Cultivo de si
terça-feira, junho 24, 2025
Caíram-me os óculos rosa
Travessia
segunda-feira, junho 23, 2025
Ar da graça
Ode à Van Gogh
domingo, junho 22, 2025
Sopro invisível
sábado, junho 21, 2025
Fogo da inspiração
sexta-feira, junho 20, 2025
Refrigério d’alma
quinta-feira, junho 19, 2025
Fênix do mar
quarta-feira, junho 18, 2025
Peça solta
terça-feira, junho 17, 2025
O olhar que atravessa
segunda-feira, junho 16, 2025
Anatomia do pranto
domingo, junho 15, 2025
À Porta
sábado, junho 14, 2025
Olhares que se encontram
sexta-feira, junho 13, 2025
Você que em mim habita
quarta-feira, junho 11, 2025
Onde moro
terça-feira, junho 10, 2025
Pilar invisível
segunda-feira, junho 09, 2025
Espírito da língua
domingo, junho 08, 2025
Irrompe o inesperado
sábado, junho 07, 2025
Jazz da alma
sexta-feira, junho 06, 2025
Revolução Silenciosa
O Vício da Possibilidade
quinta-feira, junho 05, 2025
Pessoa
Fernando Pessoa: suas palavras desnudam-lhe a alma diante de nossos olhos e nos encantam e deslumbram com a beleza de sua forma, ao mesmo tempo profunda e intangível, mas acessível ao nosso coração. Não me canso de admirá-lo.
Red Flags: O Perigo que nos habita
Vivemos tempos em que a atenção aos sinais de perigo se tornou quase uma exigência cotidiana. "Red flags" se tornaram parte do nosso vocabulário emocional, como se a vigilância constante fosse a única maneira de evitar a dor. Mas será que, ao focarmos tanto no que pode nos ferir, não esquecemos de olhar para aquilo que, silenciosamente, também nos habita?
Aprendemos a erguer barreiras, mas será que também
aprendemos a nos aproximar? Me parece que não...
É preciso prestar atenção às “red flags” de si mesmo. Nosso
olhar está sempre voltado para os sinais que enxergamos no outro, mas raramente
olhamos para os nossos próprios sinais de alerta. O problema está sempre lá
fora, mas será que ele também não habita dentro de nós, justamente porque
vivemos focados nele?
Realizamos a tarefa de conservar nossa essência e verdade
interior a todo custo — mas… a que custo?
Essa reflexão parte de uma série de fracassos que vivi ao me
impor meias verdades. Tentativas de me proteger ou de me adequar, que, no fim,
apenas me afastaram de mim mesma e das relações que poderiam ter sido mais
autênticas.
Talvez o maior risco não esteja apenas no outro, mas na
nossa dificuldade de reconhecer os sinais que emanam de nós mesmos. O perigo
que nos habita é, muitas vezes, aquele que mais negligenciamos e, é ele quem
mais nos afasta da possibilidade de encontros genuínos.