terça-feira, junho 06, 2006
Penso, mas nem sei...
terça-feira, maio 30, 2006
Não sou eu quem esta aqui
sexta-feira, maio 19, 2006
Mandruvás e Taturanas!
Minha observação parte do
pressuposto de que lagartas, por terem naturezas diferentes, recebem nomes
distintos e, por isso, merecem ao menos um mínimo de consideração.
A maioria das pessoas do ambiente
em que convivo, INFELIZMENTE, não sabe diferenciar um mandruvá de uma taturana!
E digo mais: nem sequer sabem o que esses nomes significam! Talvez eu esteja
sendo muito chata ao chamar atenção para um detalhe aparentemente pequeno (que,
na verdade, não considero tão pequeno assim), mas esses pequenos seres, muitas
vezes desprezados, que habitam diversas árvores, possuem um papel totalmente
relevante! Afinal, todos adoram e admiram profundamente a beleza das
borboletas, que antes de se tornarem esse ser tão apreciado foram lagartas.
As lagartas, com sua DEVIDA
importância no meio ambiente, distinguem-se umas das outras, separando-se
basicamente em dois grupos classificatórios:
Grupo nº1: Os MANDRUVÁS –
lagartas desprovidas de pelos e que, por isso, não possuem veneno; portanto,
são inofensivas.
Grupo nº2: As TATURANAS –
lagartas que possuem pelos e que, por meio deles, expelem veneno. A potência do
veneno varia de taturana para taturana, mas, em geral, causa queimaduras.
Espero ter contribuído para a
conscientização das pessoas sobre a situação de desprezo em que vivem as
taturanas e os mandruvás. Pela atenção, obrigada.
segunda-feira, maio 01, 2006
O negócio agora é galáxia
Pessoal, o negócio agora é galáxia!
Quando comento sobre a galáxia com as pessoas, muitas me cortam logo de cara, para meu desprazer, e dizem: "A galáxia é só para cientistas loucos, além disso é grande e longe demais para discutirmos sobre ela, fora que eu não sei nada sobre galáxias."
Devo discordar dessa afirmação idiota e mesquinha, porque, querendo ou não, estamos na galáxia, e o fato de pouco ou nada sabermos sobre ela não deveria causar tamanha omissão.
Faça o favor, então, de pelo menos olhar para cima e ver o que está além deste planetinha em que vivemos, desse mundeco em que nos posicionamos ao longo do nosso dia a dia e de nossa rotina (só de ouvir essa palavra já sinto náuseas).
Certa vez, quando eu estava matutando com meus botões sobre o infinito, lembrei-me de uma passagem do livro de filosofia O Mundo de Sofia, em que o filósofo dizia a Sofia que muitas das estrelas que hoje vemos brilhar no céu não existem mais, pois a distância dessas estrelas da Terra é tão grande que sua luz leva milhares de anos-luz para atingir nossos olhos.
O que hoje conseguimos ver seria, então, o passado do céu. Claro que isso se refere às estrelas com distâncias gigantescas da Terra!
Bom... pelo menos a Lua ainda está no presente.
O chão já está gasto, o horizonte ainda muda e mudará milhares de vezes. Olhe para frente e você verá isso acontecer. Se olhar para cima, só Deus sabe o que encontrará; corre o risco de tropeçar, mas pra que evitar? Não faço ideia do que estou dizendo, mas que se dane! Quem não olha, não vê, e quem não vê, não entende.
Não entendo bulhufas sobre a tal teoria das supercordas ou sobre os supostos universos paralelos, mas ainda assim me pergunto sobre eles. Seria uma busca inútil a minha por respostas intergalácticas? Isso me lembra filmes espaciais, eu adoro!
Eu e mais um monte de gente dizemos: sei lá. Mas sabe lá aonde? Onde fica isso? Se alguém souber onde fica o "lá" do "sei lá", me diga, por favor, pois lá eu devo saber de alguma coisa.
terça-feira, abril 18, 2006
Quando se tem uma bicicleta tudo fica diferente
Quando se tem uma bicicleta, tudo fica diferente... Só tendo uma para saber a sensação. Como dizem por aí, depois que se aprende a andar de bicicleta, nunca mais se esquece. Talvez tenham mesmo razão... Antes uma bicicleta do que qualquer outra coisa. Veja bem, eu disse antes e não no lugar. Ela é ideal e pode se adequar a qualquer ambiente e pessoa. Não sei bem se é assim que funciona, mas ter uma bicicleta não é tão simples nem tão complicado quanto ter uma ideia.
Se você tem uma bicicleta, pode vir a ter disposição para pedalar, e, pedalando, pode vir a ter ideias – ou apenas pensar em coisas sem muita importância, como, por exemplo, parar quando o sinal fechar... Quanto às ideias, pense nisso você mesmo(a) quando estiver pedalando por aí: conversas triviais, confissões de cansaço e falta de fôlego, mas, ainda assim, nos sobra empolgação.
Andar de bicicleta não seria bem mais do que apenas pedalar?
Pense em quantas pessoas tiveram ideias, refletiram sobre algo que estava em sua cabeça ou se perderam em pensamentos diversos. A importância de tudo isso na vida de quem quer que seja é relativa... E, claro, como já dizia Einstein: "De absoluto, só a relatividade."
Estava cá, pensando com meus botões, sobre como tudo nos escapa de repente: a distância percorrida, assim como o tempo gasto ao pedalarmos, tudo além do horizonte, que por inteiro não podemos sorver com os olhos. Afinal, o cérebro não poderia armazenar tanta "informação" ao mesmo tempo.
Nestas divagações, não existem o branco ou o preto; não há linha de demarcação entre um pensamento e outro ou entre uma imagem e outra. O que existe é a distância percorrida em medidas como metro, quilômetro... O tempo gasto em segundos, minutos, horas... A energia utilizada pelo corpo que guia a bicicleta, dentre outras coisas.
Einstein também tinha uma bicicleta e estava sujeito às mesmas leis físicas a que cada um de nós estamos. Mas Einstein foi o que foi, e às vezes me pergunto: o que será que ele pensou, uma única vez, enquanto andava de bicicleta? Para essa pergunta, jamais encontrarei uma resposta plausível. E, como não me canso de citá-lo, farei isso novamente quando ele diz: "A imaginação é mais importante do que o conhecimento." Nesse caso, cá ficarei apenas a imaginar seus pensamentos.
quarta-feira, abril 12, 2006
Os campos são verdes com ou sem Absinto
Seria a fada verde? Não saberia dizer.
Se alguém nos chama, não ouvimos; e, se ouvimos, certamente
não é a verdade.
Os campos estão lá, à sua espera, e você está à espera das
aventuras que eles propõem.
domingo, abril 09, 2006
Grana
porque não me contentei
porque não me canso de desejar o que não posso ter e o que não posso ser
porque posso não ser nada nem ninguém
porque me importo
porque por hora não mais me importo
porque sumo de onde não quero estar e apareço onde me convém
porque nada precisarei dizer
porque almejo muito além dos limites impostos
porque meus pés agora não tocam nem mesmo o chão que piso, por sonhar noite e dia
porque meus pés tocarão todos os solos num estalar de dedos
porque quando conquisto, logo me enjoo e saio a procura de algo que me distraia por mais algum tempo
porque não quero nada de sério com a vida, nem ela comigo
porque nada é o suficiente nem bom o bastante
porque sou um poço sem fundo
porque sou imediatista e não posso esperar
porque tenho sede
porque tenho fome
porque não posso parar
porque não quero parar
porque tudo esta além de meu controle
porque quero me iludir
porque quero me enganar
porque quero me comprar
porque me esvaziei
porque as futilidades que tanto luto em dizer que não tenho serão o prato do dia
porque quero mergulhar na estupidez
porque cairei em tentação e em danação
porque acreditarei estar no paraíso, quando em verdade estou no inferno.