quinta-feira, outubro 20, 2011
Um dia
domingo, outubro 09, 2011
Revolução pessoal
Para promover a transformação, a
renovação, a revolução, é preciso partir de si mesmo e não apenas de autores,
manuais, ideais, opiniões alheias, filmes, professores, cursos, entre tantos
outros. A revolução começa internamente e, a partir daí, se expande para o
mundo externo como consequência da transformação que já explodiu e inundou todo
o seu ser, permitindo que você enxergasse com seus próprios olhos a ilusão
erguida diante de si como realidade.
Não se trata de concordar ou
discordar desta ou daquela posição; não estamos falando de um simples
posicionamento, mas daquilo que é. Quando a transformação torna-se parte do
próprio ser, a consciência se desloca em direção ao caminho da revolução, tornando
irresistível a mudança à sua frente.
Não se trata de fé cega ou de
crer sem ter experimentado por si mesmo a implantação de uma nova consciência.
Não se trata de seguir ou aceitar este ou aquele dogma, estas ou aquelas
colocações e posicionamentos. Não há fé nem religião, mas sim questionamentos,
pois, ao visualizarmos pessoalmente a realidade em que habitamos sob um
panorama mais amplo, somos levados a refletir e a enxergar além das imposições
externas.
Não adianta concordar com quem
quer que seja; é preciso ver e perceber, por si só, a ilusão em que vivemos.
Quando isso acontece, tudo se torna tão claro que essa realidade torna-se
inaceitável. É necessário partir do coração, despido de sentimentalismos, e da
razão, livre de condicionamentos, alcançando a lucidez suficiente para perceber
o cenário erguido e, por meio dessa percepção, abrir, pouco a pouco, as
cortinas dessa grande peça. Então, aquilo que tomávamos por tudo perde o
sentido, dando lugar a um mundo infinito de possibilidades, um desconhecido
pronto para ser explorado por nós mesmos, sem depender de opiniões alheias,
posicionamentos consagrados ou visões especializadas. A jornada passa a ser
trilhada conforme nosso verdadeiro ser, e não segundo aquilo que nos foi
imposto ou empurrado goela abaixo.
É um caminho no qual somos
senhores de nós mesmos, capazes de decidir de forma independente e confiante,
sem nos basearmos rigidamente nisso ou naquilo. É preciso conquistar a
confiança em nossas próprias capacidades, ainda não exploradas e muitas vezes desconhecidas,
e nos empenharmos no desenvolvimento livre e ilimitado do potencial humano, em
harmonia com o todo, em unicidade e não em fragmentação. Não há superioridade
de um grupo sobre outro; o que existem são seres que fazem parte de um mesmo
organismo, cujo desempenho só será eficaz se houver colaboração e trabalho
conjunto, em vez de submissão a divisões inúteis e ilusórias que apenas
destroem esse organismo e não levam a lugar algum, mergulhando todos em uma
panaceia sem sentido.
É necessário trilhar o caminho
para, então, aderir à causa. A vontade nasce no coração daquele que, por si
mesmo, descobriu sua verdadeira vocação para o conhecimento.
quarta-feira, setembro 28, 2011
Num mundo memória
Durmo e acordo tateando no escuro,
num mundo de memórias, apagado e chateado.
Brumas cinzentas dos vestígios do passado,
um suspiro que morre no peito.
Coração fraco, enterrado, soterrado de ilusões.
Perdoe-me a dureza e o peso dos meus sentimentos,
a escuridão de onde falo, a frieza desta vida.
Peço compreensão, ainda que não carregue o fardo
de sentimentos tão tolos e inúteis.
Como se fosse preciso pedir... Já sabes.
Espera-me. Sei que esperas.
Esperas com paciência infinita,
e um dia, hei de chegar e tocar tua mão.
Por vezes, vens e me abraças,
quando me estendo até os limites do possível,
e eis um abraço...
Um abraço daqueles que fazem calar tudo ao redor,
e então, deixo de ser apenas eu
e sou, enfim.
Num mundo despedaçado e miserável como este,
não nos resta nada além de memórias,
como verdades absolutas, vontades resolutas.
Aqui, acessamos o amor
pequeno pedaço de amor
por meio da memória guardada,
prisão do passado.
Então, deixa-me transmitir um pouco,
quase nada, do que sei do amor.
Assim, através da lembrança,
haja o que houver,
fica com o melhor que houver em mim,
e então saberás um pouco mais
dessa coisa a que chamo amor.
Ao meu filho, deixo um manancial de lembranças
do dia em que fomos felizes.
Vai junto o amor —
a todos que já amam
e, principalmente, àqueles que há muito deixaram de amar —
para que se lembrem da sensação
de abraçar tudo o que há,
deixar-se arrastar pela energia pacífica
de um universo infinito e desconhecido,
a silenciar nossas mentes sombrias.
quarta-feira, setembro 14, 2011
Me perguntaram quem sou, eu disse ninguém
Perguntaram quem era, mas não havia ninguém.