domingo, outubro 09, 2011

Revolução pessoal

Para promover a transformação, a renovação, a revolução, é preciso partir de si mesmo e não apenas de autores, manuais, ideais, opiniões alheias, filmes, professores, cursos, entre tantos outros. A revolução começa internamente e, a partir daí, se expande para o mundo externo como consequência da transformação que já explodiu e inundou todo o seu ser, permitindo que você enxergasse com seus próprios olhos a ilusão erguida diante de si como realidade.

Não se trata de concordar ou discordar desta ou daquela posição; não estamos falando de um simples posicionamento, mas daquilo que é. Quando a transformação torna-se parte do próprio ser, a consciência se desloca em direção ao caminho da revolução, tornando irresistível a mudança à sua frente.

Não se trata de fé cega ou de crer sem ter experimentado por si mesmo a implantação de uma nova consciência. Não se trata de seguir ou aceitar este ou aquele dogma, estas ou aquelas colocações e posicionamentos. Não há fé nem religião, mas sim questionamentos, pois, ao visualizarmos pessoalmente a realidade em que habitamos sob um panorama mais amplo, somos levados a refletir e a enxergar além das imposições externas.

Não adianta concordar com quem quer que seja; é preciso ver e perceber, por si só, a ilusão em que vivemos. Quando isso acontece, tudo se torna tão claro que essa realidade torna-se inaceitável. É necessário partir do coração, despido de sentimentalismos, e da razão, livre de condicionamentos, alcançando a lucidez suficiente para perceber o cenário erguido e, por meio dessa percepção, abrir, pouco a pouco, as cortinas dessa grande peça. Então, aquilo que tomávamos por tudo perde o sentido, dando lugar a um mundo infinito de possibilidades, um desconhecido pronto para ser explorado por nós mesmos, sem depender de opiniões alheias, posicionamentos consagrados ou visões especializadas. A jornada passa a ser trilhada conforme nosso verdadeiro ser, e não segundo aquilo que nos foi imposto ou empurrado goela abaixo.

É um caminho no qual somos senhores de nós mesmos, capazes de decidir de forma independente e confiante, sem nos basearmos rigidamente nisso ou naquilo. É preciso conquistar a confiança em nossas próprias capacidades, ainda não exploradas e muitas vezes desconhecidas, e nos empenharmos no desenvolvimento livre e ilimitado do potencial humano, em harmonia com o todo, em unicidade e não em fragmentação. Não há superioridade de um grupo sobre outro; o que existem são seres que fazem parte de um mesmo organismo, cujo desempenho só será eficaz se houver colaboração e trabalho conjunto, em vez de submissão a divisões inúteis e ilusórias que apenas destroem esse organismo e não levam a lugar algum, mergulhando todos em uma panaceia sem sentido.

É necessário trilhar o caminho para, então, aderir à causa. A vontade nasce no coração daquele que, por si mesmo, descobriu sua verdadeira vocação para o conhecimento.