terça-feira, setembro 23, 2008

O filme

Dos olhos, jorra um mar salgado,
debatendo-se em convulsões chorosas.
Anuviados pela dor alheia,
chovem cumplicidade.

Fixos no horizonte azulado da tela da TV,
embebidos em dramaturgia cinematográfica,
histórias atuadas, por vezes tão próximas
de nossa história vivida,
de nossa história de vida,
de nossa história sofrida,
de nossa história querida.

No final, para além dos créditos finais,
sobram-nos grossas listras coloridas,
acompanhadas de um som em linha reta:
Tuuuuuu.....

No final, para além de nossos créditos totais,
resta-nos um tênue fio de vida,
acompanhado de um som em linha reta:
Tuuuuuu.....

E, na extensão da imensidão,
pela última vez rolam os dados.
O filme acaba, mas seu fim é só o começo...