terça-feira, novembro 25, 2025
Marina
domingo, novembro 23, 2025
Sol do Meio-dia
sexta-feira, novembro 21, 2025
Aproximação
segunda-feira, novembro 17, 2025
AI – Autenticidade Inerente
domingo, novembro 16, 2025
A arte de se conduzir
sábado, novembro 15, 2025
A Caminho de Casa
Por anos, inúmeros personagens dançaram em um baile de máscaras.
E, por trás delas, havia um ser desejoso de ser visto e reconhecido.
Buscou incessantemente a aprovação alheia.
Subiu montes para ser lembrado.
Foi notado, mas ao custo do esquecimento de si mesmo.
Agora se pergunta pelo sentido.
A própria palavra sentido fala da permissão de sentir.
Mas, ao tocá-la, encontrou um vazio silencioso.
E então, os olhos que tanto procuraram outros olhos
voltam-se para dentro.
Lançam suas flechas contra os próprios portões fechados,
tentando enxergar, através do espelho do outro,
a si mesmo como nunca antes ousou ver.
Deixo de viver no exílio de mim, como estrangeira em território alheio,
terça-feira, novembro 11, 2025
A Porta Azul
Certo dia, estava eu a vagar pela estação subterrânea de metrô em meu sonho, um lugar escuro, opaco. O ruído metálico do atrito dos freios dos vagões com os trilhos zumbia uma canção pós-moderna do cotidiano.
À frente, vi uma porta de cor azul profundo. Em busca de ar, de um sopro de leveza, abri-a de uma só vez: um mundo se revelou luminoso do outro lado, uma paisagem ao entardecer, com folhas de outono em tons avermelhados.
Diante de mim havia uma pequena árvore, com o tronco caído ao chão, voltada para um lago cristalino. Nele estava sentado um rapaz branco, de cabelos e barba ruivos, usando um chapéu de palha.
Toda a cena era uma pintura a óleo, com leves movimentos do soprar do vento, como pinceladas vivas. Ele era Van Gogh, e eu o admirava de longe, aquele homem cujos olhos se perdiam no horizonte da tela de sua própria pintura.
Um arquétipo sublime do inconsciente coletivo adentrou meu espaço psíquico pessoal para me lembrar da beleza do mundo.
Deixei meus estágios psíquicos moverem-se naturalmente, feito placas tectônicas que se ajustam ao movimento da Terra, e mergulhei para despertar de um sono profundo, como um artista que contempla a própria criação e nela se revela.