Pelas rachaduras dos muros que ergui contra mim, vejo entrar uma luz. Permito-me aproximar um pouco mais do colapso da estrutura e olhar por entre as frestas, à procura do desconhecido que se oculta à minha consciência.
segunda-feira, junho 02, 2025
Mãe
Mãe é a janela aberta por onde entra o sol que aquece todos os cantos da casa. E essa casa é o meu coração.
Sob o Sol
domingo, junho 01, 2025
O Que Me Habita
sábado, maio 31, 2025
Banquete das Forças Ocultas
sexta-feira, maio 30, 2025
Vídeo game da vida
No videogame da vida, nada se move porque você não se move.
Temendo mover-se e errar, erra-se na estagnação.
Se olhar para o outro como parceiro de jogo, e não como mero adversário, por
meio das narrativas impostas aos players, começamos a nos mover adiante — e não
em círculos.
Seguindo fielmente o script do jogo, tornamo-nos NPCs: jogadores não jogáveis,
sem protagonismo sobre a própria vida.
Sim, fomos programados, somos programáveis, bonecos coadjuvantes; mas, diante
disso, não pare de jogar.
Jogue, permaneça no jogo, mas aprimore-se e mova-se em direção a novas fases.
O simulacro é inevitável, mas crie, neste jogo criado, suas próprias
experiências e aprendizados.
O que puder ser de si, seja. Solte, o quanto puder, o espelho coletivo de ações
e reações.
Não é se isolar do todo, mas se unir a ele a partir de si mesmo.
O coletivo que se dispõe à união genuína — e não à mera massa de manobra — é
poderoso, e quem detém o poder está ciente disso, programando o sistema a fim
de manter o jogo sob controle.
A identidade é um muro invisível de controle sobre aquilo que não tem forma nem
se pode moldar.
Tire os dedos dos botões que te definem e conduza a si mesmo neste jogo.