No videogame da vida, nada se move porque você não se move.
Temendo mover-se e errar, erra-se na estagnação.
Se olhar para o outro como parceiro de jogo, e não como mero adversário, por
meio das narrativas impostas aos players, começamos a nos mover adiante — e não
em círculos.
Seguindo fielmente o script do jogo, tornamo-nos NPCs: jogadores não jogáveis,
sem protagonismo sobre a própria vida.
Sim, fomos programados, somos programáveis, bonecos coadjuvantes; mas, diante
disso, não pare de jogar.
Jogue, permaneça no jogo, mas aprimore-se e mova-se em direção a novas fases.
O simulacro é inevitável, mas crie, neste jogo criado, suas próprias
experiências e aprendizados.
O que puder ser de si, seja. Solte, o quanto puder, o espelho coletivo de ações
e reações.
Não é se isolar do todo, mas se unir a ele a partir de si mesmo.
O coletivo que se dispõe à união genuína — e não à mera massa de manobra — é
poderoso, e quem detém o poder está ciente disso, programando o sistema a fim
de manter o jogo sob controle.
A identidade é um muro invisível de controle sobre aquilo que não tem forma nem
se pode moldar.
Tire os dedos dos botões que te definem e conduza a si mesmo neste jogo.