Cansei dos contornos traçados por mãos alheias.
Da natureza que me deram sem atravessar-me.
O íntimo não se recebe por fora.
Quase nada do que sou se nomeia.
Nem eu ouso encerrar-me.
Do pouco que naveguei de minhas águas,
avistei a extensão do horizonte.
Acreditei, mas não era eu.
Sou híbrida.
Múltipla.
Não pertenço a um só porto.
Zarpo.
Atraco.
Fico.
Parto.
Nem acima, nem abaixo.
Comparações não me definem.
Ao ir ou permanecer, levo o que me é próprio.