Após a chuva
abriu-se o sol.
Sua luz suave conduzia passos silenciosos
que subiam as escadas.
Senti-me em casa
dentro da minha própria história.
No amanhecer, o céu
misturava tintas em tons de lilás,
e as cores sussurravam
sensações de sossego.
Avancei constante, rua abaixo,
por um bairro já conhecido.
Uma nostalgia sem passado
pairava leve, sem peso.
Fui até o crepúsculo
para aprender a me despedir
das belezas que pude desfrutar.
Ao longe, ondulava o verde-bandeira
das palmeiras ao vento.
A doçura das nuvens,
embebidas no fogo brando
do sol que já se ia,
foi um presente
que acolhi no coração.