Experimentemos a mudança, pois só assim poderemos tocar
outros corações.
Experimentemos nossas próprias invejas antes de alimentá-las.
Experimentemos nossas próprias ofensas antes de proferi-las.
Experimentemos nossos próprios julgamentos antes de julgar alguém.
Experimentemos nossas próprias ciladas antes de pensarmos naquelas que
planejamos criar.
Experimentemos nossas próprias brutalidades antes de cometê-las sempre que nos
convier.
Experimentemos nossas próprias falsidades para refletirmos se realmente queremos
praticá-las.
Experimentemos nosso próprio veneno e decidamos se devemos expeli-lo ou não.
É preciso experimentar para saber se realmente iremos gostar
e se, de fato, teremos prazer.
É preciso sofrer o que faremos os outros sofrerem.
É preciso sentir aquilo que faremos com que os outros sintam.
É preciso conhecer o mal que pretendemos perpetuar.
Mas também é preciso refletir sobre o bem que poderíamos
propagar.
É preciso experimentar a gentileza que podemos oferecer.
É preciso experimentar a sinceridade que podemos demonstrar.
É preciso experimentar o carinho com o qual podemos presentear.
É preciso experimentar a doçura com a qual podemos cativar.
Que a vida esteja repleta de experiências, em oposição às
teorias nas quais insistimos em acreditar.
Que esta vida se sobressaia à vida com a qual nos contentamos.
Que esta vida não seja um ensaio, mas um improviso.
Que esta vida não seja um plano, mas um repente.
Que esta vida seja vivida — e não apenas um ponto de partida.