De dentro do meu carro em
movimento, vejo passar ligeiros os postes de iluminação, um a um, todos iguais
e uniformes, como soldados marchando em direção ao destino.
Estendo a mão e, de longe, dedilho os fios de alta tensão como cordas de um violão, acompanhando o som que toca no rádio e me leva distante em pensamentos.
Toco a vida como quem toca um novo instrumento: desafino, acerto as notas, deslizo, encontro o tom — e então vibra o coração.