sexta-feira, abril 11, 2025

Latência

Respiração entrecortada,
acelerada.
Dos poros,
suor frio.

Em mim,
o Diabo —
força bruta,
pulsional,
à espera de ser integrada.

Pausa.
Silêncio.

Revela-se o tempo,
a gestação.

Breve impulso:
estou a caminho —
lenta,
incerta,
embotada.

Minha alma chora
silenciosamente,
decepada da capacidade
de sentir profundamente
sem punição.

Perdi o leme.
Entrei em tempestade.

Não fuja:
olhe.
Respire com ela.

Poder criativo latente,
preso nas zonas sombrias da psique.

O amor cresce
no chão da vida.

A prisão
se tornará
libertação.