Dado na mão, mesa vazia, apenas migalhas de pão [rastros ordinários].
Dúvidas [tédio], chove.
Mão cerrada, fria, comprime o dado [sopro quente].
Quais as chances? [suspira]
Rola o dado sobre a mesa, desliza na superfície lisa, cai. [Pic! Pic! Pic! Pic! Piiiic!]
Quica no chão, para.
Quais as chances?
Seis! [sorri]
O tempo se vai a jogar dados. [Silêncio]
Chove, e o dado é deixado onde está. [boceja — sintomas do início do dia]
E as chances?
Já disse! São seis, que se multiplicam por dez, e por mais dez, e mais dez, e mais dez...
[Arrepia. Imagina 6 × 10 × 10 × 10 × 10 infinitamente.]
A chaleira apita no fogo — é hora de tomar o café e se tornar novamente ordinário.