Minha mente é como uma folha em branco.
Nela, sopra um assovio baixinho, como uma brisa suave que toca o rosto devagar, sinto o frescor da chegada.
Percebo o movimento dos pensamentos se aproximando aos poucos, moldando a forma
que irão tomar e compondo as palavras.
Pouco a pouco, emergem à consciência, emanados do mais profundo oceano abissal das
emoções.
Deles brota um som inaudível que viaja ao lado da luz e penetra a camada das
sensações, trazendo clareza e beleza ao meu entendimento.
Minha voz liberta a natureza efêmera desses devaneios na superfície das águas e
os deixo vagar livres, leves e soltos, até encontrarem uma margem onde possam
atracar.
Sigo navegando em devaneios.