Escrever não é um monólogo, mas um diálogo com todos aqueles que já abracei, de quem me despedi, com quem me reencontrei e por quem me encantei.
Eles e eu, que me afirmo sendo um, somos mais que uma unidade; somos um coletivo de meus próprios eus espalhados pelo tempo e espaço.
Travamos longas discussões sobre o que se foi, tecendo comentários parciais sobre o passado, prevendo cenários do futuro e entretendo-nos com curiosidades superficiais.
Nós, como infinitos personagens que somos, gargalhamos das histórias narradas diante do espelho da vida.
O mundo aqui dentro é vasto e rico, muito além do mundo exterior, que costumamos priorizar além da conta.