terça-feira, outubro 14, 2025
O incognoscível
segunda-feira, outubro 13, 2025
Não retorne à cidade fantasma
sábado, outubro 11, 2025
O experimento
sexta-feira, outubro 10, 2025
Exílio
terça-feira, outubro 07, 2025
Mesmo lugar
segunda-feira, outubro 06, 2025
Um Leão por dia
sexta-feira, outubro 03, 2025
Proteja seu cavalo e suba com ele
quinta-feira, outubro 02, 2025
Projeção
Infinito
segunda-feira, setembro 29, 2025
Oscilação
quinta-feira, setembro 25, 2025
Rumo a Deus Sabe o Quê
não ditas,
não lidas,
para assegurar que estive aqui:
neste mundo,
neste tempo,
Como pegadas,
uma marca de que eu,
assim como qualquer um,
quem quer que seja,
fiz parte desta civilização,
desta humanidade.
Envolvi-me no coletivo das ideias,
dos fatos;
em meio aos acontecimentos,
eu também vivi
nesta incógnita que fui
e presenciei.
Devo dizer que busquei
incessantemente algo
que preenchesse o vazio
que engole todas as coisas ao redor.
Nele, me enredei
da superfície até o fundo;
na escuridão, forcei a vista
em busca de uma luz
que desesperadamente aspirei,
que me esclarecesse,
quem sabe me guiasse
rumo a Deus sabe o quê.
terça-feira, setembro 23, 2025
Para além de Sísifo
Nessa vida movida por clamores e expectativas, aquieto-me em busca de uma guia interna em quem possa confiar intimamente. Peço que me seja concedido discernimento diante das circunstâncias externas, para que eu possa optar pelo caminho além do cume de Sísifo — deixar rolar o peso da pedra, libertar-me da sobrecarga.
O ser humano tem trabalhado
inutilmente em busca de controle sobre o fluxo natural da vida. Empenha grande
esforço nisso, quando, na verdade, esse fluxo é incontrolável e está além de
sua capacidade. Por simplesmente não aceitar seu destino, o homem busca
redefini-lo de acordo com suas próprias vontades e permanece eternamente em um
esforço vão, o qual não pode evitar, por não conseguir abrir mão de seus
desejos, que o mantêm preso à ilusão de controle. Se o homem fosse capaz de
deixar ir suas vontades, poderia crescer exponencialmente, impulsionado pelo
fluxo natural.
Por mais vulnerável que esteja,
um caolho ainda pode ver e um manco ainda pode andar. Mesmo feridos e
quebrados, podemos seguir nosso caminho.
O mesmo vale quando nos sentimos
fortes e poderosos; ainda assim, nossa capacidade depende de fatores externos,
dos quais dependemos para expandir-nos e nos sustentar.
segunda-feira, setembro 22, 2025
Cata-vento
segunda-feira, agosto 25, 2025
Clã dos Desajustados
Uma gota de água salgada escorre lentamente pelo sulco do rosto, traçado pelo giz da tristeza. Julguei-me condenada a um sonho não realizado, cárcere privado da narrativa de mim.
Olho para a escuridão da minha
casa e sinto a influência irresistível que me arrasta para o caos coletivo. O
desconforto é o impulso de caminhar sem encontrar chão firme, como andar sobre
pedras soltas em um caminho que se desfaz a cada passo.
Que tristezas e medos são esses
que invadem minha alma? Sinto-os como olhos de lobo, brilhando na penumbra do
tempo, observando cada movimento, cada hesitação.
O lamento nasce da sensação de
incompletude, do vazio de não me sentir “em casa” em lugar algum. O pesar surge
diante do risco da travessia: não saber se vou chegar, temer errar o passo, me
perder antes da conclusão, tropeçar nas próprias sombras.
Movo-me por dentro, guiada pelo
que faz sentido ao coração. Mas como avançar, se muitas vezes nem a ele escuto?
Cada batida parece falar uma língua que preciso reaprender a decifrar.
A alma é ousada: lança-nos no
abismo em busca de partes dispersas. A ferida chama a flecha que a reabre,
apenas para finalmente se fechar. Arrisca, uma vez mais, a repetição. A pior
ausência é a ausência de si: o eco que não se encontra em nenhum lugar, a
sombra que me assombra.
Eu pertenço ao clã dos
desajustados e desencaixados. Sou mutável, mas não moldável. Minhas mãos não
conseguem reter nem conter a essência que me escapa como éter. E ainda assim,
continuo a caminhar, recolhendo fragmentos de mim, sigo me perdendo para me
encontrar.
domingo, agosto 24, 2025
Dádiva oculta
sábado, agosto 23, 2025
O abismal
quinta-feira, agosto 21, 2025
Ao que você se alinha?
sábado, agosto 09, 2025
I Ching — Madeira sobre as Águas
sábado, agosto 02, 2025
O Golpe de Cinzel
quarta-feira, julho 16, 2025
Movediça
segunda-feira, julho 14, 2025
A Arte de Habitar a Si Mesmo
Inconsciente
Ele me diz:
Você pode me testar inúmeras vezes e, nas
inúmeras vezes em que me testar, irá falhar miseravelmente.