terça-feira, março 25, 2025
Jornada interior
segunda-feira, março 24, 2025
Mariposas
domingo, março 23, 2025
Rumi
Diga que basta, pela caneta que escreve
sábado, março 22, 2025
Navegando em devaneios
sexta-feira, março 21, 2025
Ecos de mim
Movimento da criação
quinta-feira, março 20, 2025
Poesia e melodia
quarta-feira, março 19, 2025
Contemporânea
terça-feira, março 18, 2025
O ciclo
Do real, sopra uma brisa quente do verão das sensações.
As imagens que se desenrolam na memória misturam-se a devaneios de um tempo que não aconteceu.
Lembro-me de ter tanto a dizer; hoje, predomina o silêncio diante do tempo passado, atual e vindouro.
A luminosidade do dia, que se altera com o movimento orbital da Terra, acompanha a rotação da consciência em torno do inconsciente, trazendo luz aos pensamentos e sentimentos que vêm à tona.
Tudo isso parece dizer do que sou feita: o alicerce sobre o qual se ergueu o castelo de cartas do que sou ou penso ser.
Estou eu fadada ao movimento cíclico a que todos os corpos celestes estão sujeitos, cujos padrões regulares de deslocamento no espaço seguem incessantes pela eternidade?
Por trás das “loucuras” de que acusam os livres, escondem-se as mais cruas verdades. Abrace o mistério e siga escrevendo.
segunda-feira, março 17, 2025
Ajuste sua bússola
Experimente desviar o olhar que busca lá fora um sentido para o que sente dentro de você e, simplesmente, abrir os olhos para enxergar a situação em si mesmo, a partir do seu espaço interior. Então, você começará a se questionar sobre a tendência "natural" de seus pensamentos ao pessimismo, à sensação de vazio diante das coisas que não dão certo.
Seguindo esse raciocínio, você
ajustará sua bússola interna rumo ao verdadeiro sentido que o move: o espaço de
si mesmo. Se as velas de sua nau forem posicionadas e impulsionadas pelo vento
interno, o caminho se revelará em propósito. Isso não significa que tempestades
não serão enfrentadas, pois, assim como o bom tempo, elas fazem parte da vida e
do existir.
sexta-feira, março 14, 2025
O verbo
Desvia meus olhos da ilusão do olhar, mira-os na profundidade do verbo ver, para que eu possa enxergar.
quarta-feira, março 12, 2025
Travessia à espreita da morte e das sombras
Do alto de sua insignificância, ele caminha a passos largos,
eternamente ameaçado,
armado até os dentes,
infinitamente inseguro.
Acredita-se à frente,
como se soubesse o amanhã.
O ego.
A persona.
Espelho convexo, projetando para o exterior imagens virtuais e distorcidas.
Mente ácida, de efeito corrosivo sobre sua superfície, sobre
sua realidade.
Sua rota bélica lhe impõe um destino inevitável:
o confronto com Ele, o desconhecido.
O ego, sob a sola do sapato que o esmaga contra o cimento da
realidade, agoniza.
Sob o peso de sua miséria, tal qual um inseto pisado,
levanta em vão uma questão que parece espremê-lo ainda mais contra a dureza do
chão que o suporta e o sufoca:
De quem são os pés que lhe impõem a verdade, que lhe extraem
o sangue e o último suspiro de morte?
terça-feira, março 11, 2025
Legado
Que a memória de meus antepassados seja honrada através dos tempos. Que todas as gerações sejam abençoadas, com gratidão, pela história que ajudaram a construir.
domingo, março 09, 2025
Raízes antes de Marés
revolve a tua terra,
passa o arado,
planta a semente
e só então deságua no oceano de outras almas.
sexta-feira, março 07, 2025
Esboço de mim
O ego é isso: um esboço, uma ilusão.
Vou me dobrando para me adaptar.
Autotransformação dói.
Me rasgo, me curvo.
Me reconfiguro, me reconstruo.
Realizo mais um voo em direção a mim mesma. Expurgo demônios.
segunda-feira, março 03, 2025
Escrever
Escrever não é um monólogo, mas um diálogo com todos aqueles que já abracei, de quem me despedi, com quem me reencontrei e por quem me encantei.
Eles e eu, que me afirmo sendo um, somos mais que uma unidade; somos um coletivo de meus próprios eus espalhados pelo tempo e espaço.
Travamos longas discussões sobre o que se foi, tecendo comentários parciais sobre o passado, prevendo cenários do futuro e entretendo-nos com curiosidades superficiais.
Nós, como infinitos personagens que somos, gargalhamos das histórias narradas diante do espelho da vida.
O mundo aqui dentro é vasto e rico, muito além do mundo exterior, que costumamos priorizar além da conta.
domingo, março 02, 2025
Nos bastidores: o desconhecido
A arquitetura reta, linear e estática do mundo material me parece um tanto opressora. A solidez das coisas me escapa a cada piscar de olhos, quando a escuridão do movimento ocular se sobrepõe à tela anterior, redesenhando-a ao abrir das pálpebras.
Eu, que concentrada ocupo um
corpo denso, sinto-me deslocada e fora de contexto nesse plano tridimensional,
vasto e, ao mesmo tempo, estreito. Em meu interior, percebo que algo se passa
nos bastidores, oculto à minha consciência. Sua presença se faz notar por um
movimento rápido — como o de uma sombra passando pelo canto do olho —, uma
forma indefinível, além de um borrão escuro que me acompanha ao longo dos meus
movimentos. Um fantasma de mim mesma, uma inteligência fora dos meus domínios.
sábado, março 01, 2025
Carnaval
O nosso carnaval tornou-se a beleza da alegria forjada, desfilando nas redes sociais. Ele é o samba da superficialidade das relações humanas, a busca incessante por uma plateia que aplauda nosso mergulho em uma piscina rasa de aparências. O que se faz e o que se permite ser não ultrapassa a régua dos olhares e opinião pública.
O carnaval, fantasiado e
transfigurado, não questiona as máscaras sociais; ao contrário, convida ao seu
uso: a satisfação simulada da exposição nas redes. Os papéis desempenhados pelas pessoas estão sempre à procura
de uma audiência. O que se é quando ninguém vê perdeu a importância em um mundo
regido pelo senso geral.
Do contentamento no sentimento
coletivo dessa festa, restou apenas uma satisfação moldada pela exibição de
retratos ilusórios.
sexta-feira, fevereiro 28, 2025
Paixão
Apagarei os fogos de artifício e acenderei as velas da paixão...
A paixão não se resume ao sentido
estrito do relacionamento amoroso; ela se estende ao encantamento por algo que
nos move por inteiro rumo ao nosso mundo interior dos sentidos.
Em meio a todo o ruído em que
estamos envoltos, ainda assim, figura a arte — na música, na arquitetura das
edificações, nas palavras impressas — que atrai o olhar de quem está afinado
com a beleza genuína da criatividade e que nos imputa inúmeras paixões.
terça-feira, fevereiro 25, 2025
Luto
O luto nos apresenta a imaterialidade do amor. Essa característica etérea, inerente ao amor, dói em nosso coração feito de carne, acostumado ao toque da pele, à sede e à fome de nossa dimensão de sentidos.