Minha cabeça, repleta do que não me cabe,
deita, cansada,
sobre os ombros do desconhecido.
Deixa-se à deriva
dos olhos famintos de horizonte.
O brilho repetido dos vaga-lumes,
a acender e apagar,
outrora afagava,
agora me fada.
Encerro a vista
na escuridão da noite
que me abraça.