quinta-feira, dezembro 25, 2025

O Cristo que me habita

Cristo foi equivocadamente tomado como o arquétipo do cordeiro sacrificado pela salvação da humanidade, mas ele não nos ensinou a nos sacrificar. Ele nos desperta para o nosso poder, para a responsabilidade sobre nós mesmos, sobre o amor que brota do nosso centro e, através dele, pode irradiar e contagiar o mundo. Cristo nos ensinou a autonomia e essa foi sua maior prova de amor.

Se for preciso que eu carregue o peso de uma cruz, que seja o peso das minhas escolhas, o peso que me forma e me define, não o de sacrifícios impostos.

Meus pés estão feridos, cravados em espinhos e pregos de um caminho em que me apressei, saltando adiante sem perceber o que realmente importa. Ainda assim, eles me sustentam, me ancoram, me lembram que posso caminhar.

Minhas mãos guardam as cicatrizes das reações impulsivas, mas ainda conservam a força da criação, daquilo que constrói e transforma.

Esse é o Cristo que me habita, não aquele que salva, mas aquele que ilumina o caminho, mostrando a trilha que conduz à verdadeira salvação, aquela que nasce de dentro, da escolha consciente e do amor que cultivamos.