De baixo para cima.
De dentro para fora.
Do ideal ao concreto.
Da morte à vida.
Segue o cortejo do homem inferior à alma:
— O que é
isso, entre mim e você?
— Espaço.
— E o que
mais?
— Distância.
O homem se
aproxima.
— E agora, o
que existe?
— Silêncio.
Fixa o olhar na
direção do desconhecido à frente:
— Tensão.
— Confronto.
— Desejo.
— Você diante de mim sou eu diante de você.
— Uma mente
afiada poderia me ferir?
— A superfície não toca a profundidade; estão em oposição.
Tocado, mas não
ferido:
— Nos seus olhos vejo refletidas as minhas máscaras.
Receptivo,
porém inteiro:
— Nos seus, vejo submersa a minha essência.