A maior conexão com Deus, ou com a ideia do transcendente, não se dá confiando em uma ajuda externa superior, mas contando consigo mesmo. Sustentar-se é aproximar-se. Quando se espera, se distancia.
Para isso é preciso crescer,
deixar a infância, soltar o papel da criança que aguarda pelo pai, chorando por
salvação. Não espere que Ele venha; caminhe até Ele.
O transcendente não é alcançado
pela dependência, mas pela autonomia. Isso não nos enfraquece; nos fortalece.
Experimente não implorar que Ele
realize seus desejos, mas adquirir força para atingir o que for possível e
desenvolver discernimento para enxergar o melhor caminho. O maior presente não
é aquele que se ganha, mas a presença que se mantém no presente.