Por mais que me queiram escravizar em definições,
encarcerar-me na materialidade das coisas,
todo esse intervalo a que chamo vida
é só meu.
Só eu o detenho,
porque sou eu, em mim, quem o vive.
Somente eu, como o eu que sou, experiencio
esse breve intervalo, a vida,
que contém, na brevidade, a eternidade
de meus inúmeros eus,
só meus.