Será que ele,
o incognoscível,
passa ignorando a pequenez
de um barco à deriva
na superfície de suas águas,
algo tão insípido
que mal provoca ondulações
perdidas na imensidão?
Desalento e abandono
sente a minúscula embarcação,
célula triste
desse organismo desconhecido.
Eu o acompanho com o olhar.
O eu quer falar e compreender,
ele quer silêncio e entrega.
Quem sabe,
se eu me deixasse levar pela maré,
não sentisse tanta falta.