Ainda há quem se disponha a despir-se das máscaras,
entregar-se por inteiro,
acolher o amor nos braços.
Deixar à mostra apenas a pele e a alma.
Tocar a carne.
Render-se ao coração.
Desfazer-se dos artifícios,
saciar-se em pura emoção.
Sem encenar o gesto,
mas apenas em cumplicidade,
em que nada se queira ser além do que se é:
nus do desejo de possuir ou provar,
vestidos apenas do ímpeto de ser —
essa coisa a que chamamos amor.