sexta-feira, junho 20, 2025

Refrigério d’alma

Para muitos, a escrita é refúgio, refrigério d’alma.
Não se escreve para o mundo,
escreve-se para escutar o que em si silencia.
Cada palavra é um sussurro
que escapa da multidão de vozes externas
e encontra abrigo no papel.

Essa escrita não grita —
ela recolhe e acolhe.
Deita-se
como corpo cansado
no leito da linguagem.

É território sagrado da alma que se expressa
sem máscaras,
sem metas.

Ali, somos livres para ser:
espírito suspenso,
pairando no espaço
entre memórias, orações, amores, sabores,
e feridas que ainda não cicatrizaram.

Escreve-se para sarar
e para lembrar:
a pausa também é verbo,
a pausa também é verso.

Descanso.
Cura de feridas emocionais e existenciais.
Escuta.
Repouso psíquico.