O que vejo
é o que sou.
Não existe um lugar a se alcançar
além daquele onde já estou.
Não tem como ser de outra forma:
não posso partir de um ponto
de onde eu já não esteja.
Não há resposta
fora da experiência presente.
Tudo o que posso ver
reflete o que sou,
do contrário, me seria invisível
aquilo a que não me toca a consciência.
Não posso falar
fora do que sou.
Meu mundo e realidade sou eu,
porque é a partir de mim
que posso caminhar
e enxergar
o que digo estar fora de mim.
Mas a forma como vejo o que está fora
reflete o que está em mim.
Tudo aquilo que está além de mim
me escapa,
e, para mim,
não existe.
A resposta está
no próprio olhar que pergunta.
O olhar que busca
é já o encontro.