À medida que o tempo passa
e experiencio nele a vida,
draga-me a força do coletivo,
que me imputa a ânsia pelo outro,
o desejo de pertencimento.
Me deixo conduzir pelo tecido social,
misturo-me às águas alheias, estrangeiras,
torno-me ela, e ela se torna em mim.
Somos um só, vozes em uníssono,
moldados e desencaixados,
calados e expressos no vazio.
Me perco em meio ao todo.
A mesma força que me empurra para fora
me puxa, agora, de volta para dentro:
de volta para casa, de volta para mim.
Como o movimento de inspiração e expiração da respiração,
do ar da vida, ar da graça, ar da dança...