Estrondos de trovões, abruptos, fazem a terra tremer, açoites dos ventos, céu carregado em mil megatons: forma-se a tempestade que varre os campos. Chuva de verão, ruidosa, se destaca, porém passageira — logo, dissipam-se as nuvens.
Chuva calma e tranquila serenamente cai sobre o solo fértil, verdadeiro alimento a fazer brotar o trigo d’alma — silenciosa e discreta, mas permanente e de efeito duradouro.
Assim seguem-se os ciclos sazonais: a natureza revela várias faces e nuances, mas nunca se detém sobre um só viés; segue o fluxo do eterno movimento: transmutação. As águas que nascem na fonte seguem a correnteza, de rumo desconhecido, desenhando a paisagem das planícies e montanhas.
Assim são a terra, o céu e o homem. Mais vale perseverar diante daquilo que é duradouro, para quem deseja trilhar o caminho que leva à estabilidade e à força interior, do que se deter sobre fantasias efêmeras, às quais, dedicamos uma vida inteira. Para aqueles que se voltam para si, há sempre um vasto território a desbravar. Permaneço fiel a mim.