A semente brota do interior da terra,
na escuridão.
No silêncio que aprendeu a falar,
o embrião rompe o tegumento
e dele expele a escrita:
a luz que nasce do escuro.
Das profundezas, ela sobe.
No céu, se acumulam nuvens
que nutrem — não com o estrondo do trovão —
mas com a suavidade e a persistência.
Do húmus do não dito vem seu alimento.
Cada estágio:
um degrau em busca do firmamento.