Quando me quebro, formam-se trincas, frestas e rasgos, por
onde passa a luz que revela as sombras internas e gera um espaço lúgubre na
penumbra da consciência.
Cria-se um cenário que, a princípio, parece desconfortável e desconhecido,
envolto em uma aura de mistério, mesclando sentimentos de receio e curiosidade
— este é o movimento de cortejo do inconsciente ao consciente.
Ele diz: Você chegou a um portal. Pode entrar.
Meus passos permanecem incertos; a mente fica à soleira, num prelúdio da obra
que se inicia. Vacilo, mas sigo o brilho sereno do caminho. Minha presença se
torna anímica.