O papel do escritor
é escrever para se elevar
acima do habitual,
eternizando a vivência comum.
Ao empunhar com firmeza a caneta,
ele abre caminhos pelas linhas escritas,
avançando em direção àquele que lê.
O corte e o aporte de suas ideias
tocam o leitor de inúmeras formas.
Dê-se a ele o cotidiano mediano,
e ele trará uma epopeia
de sabores e dessabores corriqueiros,
com o caráter de pequenos e breves atos heroicos.
Os acontecimentos vestem-se de palavras;
ao florear as situações ordinárias,
o escritor torna-as dignas de nota.
Colore-se o quadro da realidade
com tintas extraídas
da matéria bruta vital que corre nas veias.
No nascer e no morrer do dia,
faz-se a mágica do extraordinário,
expressa em versos.