Um ser que
cava no outro a terra que lhe falta para tapar o buraco vazio da alma segue
engolindo tudo o que pode — como um sumidouro faminto.
O desespero pelo outro carrega, em si, o desprezo por si mesmo — espíritos aleijados à procura de muletas.
Não se busca afeto verdadeiro, mas apenas fantasias projetivas da carência de si.
Temos, então, o Band-Aid afetivo: um mero curativo descartável para feridas que nunca cicatrizam.
O desespero pelo outro carrega, em si, o desprezo por si mesmo — espíritos aleijados à procura de muletas.
Não se busca afeto verdadeiro, mas apenas fantasias projetivas da carência de si.
Temos, então, o Band-Aid afetivo: um mero curativo descartável para feridas que nunca cicatrizam.