Encontro inúmeras portas por abrir.
Sinto-as como tudo e qualquer coisa.
Atravesso o inconsciente,
enquanto a consciência
permanece à soleira.
Guardo no peito
um pacto silencioso
entre as instâncias.
Não me aproprio de nada.
Seria a travessia
uma brincadeira?
Ciranda de roda,
gato e rato —
símbolos que sobem
do fundo à superfície.
A consciência recolhe, decifra.
Escrever é escavar o Self
com palavras.
Mergulhos se tornam linguagem,
ponte entre partes,
fragmentos,
corpo sem molde.
Dança com o invisível,
fio condutor,
circulação de fluido vital,
átomos à deriva.
Sou eu:
linhas sem margem.