Há quem pegue meus livros e exclame:
— “Nossa, você os marca? Que dó!”
Mas dó tenho eu de quem os lê em silêncio,
sem ousar deixar um traço, um suspiro, uma cor.
Se o livro me atravessa e me marca a alma,
por que não posso eu, com minhas mãos, marcá-lo também?
Ler não é apenas mirar palavras com os olhos —
é sinergia, encontro, faísca entre mentes.
É troca de ideias, de vivências, de sentires.
É conversa sussurrada nas margens,
é discussão entre linhas,
é aprendizado que respira e inspira.
Os livros têm vida.
E merecem ser tocados.
E esse toque deixa marcas.