Estamos sempre em busca de luz, mas e se a única luz que
desejamos for artificial?
Quantas vezes voamos em direção a brilhos que não aquecem, caminhos que nos
atraem, mas não nos esclarecem de verdade?
Hipnotizados por uma falsa ideia de iluminação, por promessas vendáveis,
tornamo-nos meros consumidores de luz.
Nem toda luz ilumina, e nem toda escuridão significa perda. Evitamos confrontar
nossas sombras, presos a uma mentalidade pueril, mas esse movimento escapista
nos torna ignorantes de nós mesmos.
As sombras estão associadas à luz. Depende dela para se projetar.
Que saibamos diferenciar o brilho que guia daquele que apenas cega.